Em Iramaia, uma pesquisa eleitoral que está sendo feita hoje, no município, tem causado estranheza ao restringir as opções apresentadas aos eleitores a apenas seis nomes para deputado estadual e federal, todos vinculados aos principais grupos políticos locais. De um lado, aparecem os candidatos apoiados pelo prefeito Piu de Santo (Joseildo e Maquinhos Viana); de outro, os indicados pelo ex-prefeito Tunga (Cláudio Cajado e Sandro Régis) e outros candidatos que tem o apoio do prefeito Tampão, Toninho Caires (Pablo Barroso e Neto Carleto).
O problema não está em medir a força desses políticos, mas em ignorar completamente os demais candidatos que disputarão o voto da população.
Quando uma pesquisa exclui nomes oficialmente registrados e oferece ao entrevistado apenas um cardápio previamente selecionado, o resultado deixa de refletir o universo eleitoral e passa a retratar uma disputa interna entre caciques políticos. Trata-se de um recorte conveniente, mas longe da realidade completa e se configura como manipuladora de resultados.
Pesquisa séria deve buscar a vontade do eleitor, não enquadrá-la. Afinal, o cidadão pode votar em qualquer candidato apto na eleição, e não apenas naqueles que interessam aos grupos dominantes.
Quando a pergunta já nasce limitada, a resposta também nasce comprometida. E uma pesquisa que não enxerga todos os candidatos corre o risco de enxergar apenas aquilo que deseja encontrar.
Só que o povo de Iramaia não é besta. Estão de olhos bem abertos para esse oportunismo eleitoral manipulado pelos caciques da política. Importante lembram que as urnas sempre são mais verdadeiras do que o simples desejo de maquiar o cenário político do município de Iramaia.
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