A política de Iramaia segue seu roteiro de alianças e acomodações. Toninho (Avante), candidato derrotado nas últimas eleições municipais, tenta agora se reinventar. Com pouco mais de 3 mil votos, ele busca espaço na gestão do prefeito Piu (PP) - estranhamente o adversário que o derrotou com o apoio decisivo do ex-prefeito Tunga.
Toninho talvez não chegue sozinho: além da alegação de que tem o apoio dos 3 mil eleitores que voltarão nele, Toninho deve carregar consigo três vereadores eleitos que fizeram campanha contra Piu e Tunga, e com eles, provavelmente, tentar barganhar vantagens dentro da administração municipal. É a velha prática da política local - quem perde procura não desaparecer, mas se alojar, mesmo que isso signifique se aproximar de quem o venceu.
O que Toninho quer de Tunga?
O que Toninho quer de Tunga é a sua sobrevivência política. Toninho sabe que sem o apoio de Tunga, figura muito influente nos bastidores da política de Iramaia, sua relevância tende a virar pó. Tunga foi o fiador e articulador da vitória de Piu, e agora se torna peça-chave para que Toninho não seja apenas lembrado como ex-prefeito tampão e recentemente, ex-candidato derrotado, e sim, aproveitando essa reaproximação para transformar derrota em oportunidade.
Em resumo, o episódio revela a essência da velha política que se mantem há anos em Iramaia, e que graças a ela, Iramaia foi levado ao penúltimo lugar na Bahia entre as piores cidades baianas no índice Nacional de Desenvolvimento Humano, publicado pelo FIRJAN, organismo composto pelo SESI, SENAI, IEL e CIRJ.
A população precisa entender que em Iramaia, a política não é feita apenas de votos, mas de combinações, sobrevivência e conveniência. sem que a população fique sabendo, tão pouco consultada. Toninho mostra que, para alguns, perder uma eleição não significa sair da política - significa apenas mudar de estratégia para continuar nela.
Diante desse cenário, qual a sua opinião, principalmente você que foi eleitor de Toninho em 2024? Você aprova essa união?